📖 Coletânea de Poemas
Santa Julienne e São Onésimo
Publicado em 16/02/2026 09:02 - Autor : Wapinou
Nesta segunda-feira de fevereiro, o dia mantém sua luz,
No ar frio ergue-se uma coragem sem ruído:
Julienne, alma clara, recusou a noite,
Mantendo sua fé de pé, como uma lâmina de aço erguida.
Onésimo, ele, sai da sombra e das amarras,
Carregando um nome pesado, um desvio, um temor;
Aprende que um único coração pode inverter sua lei,
E que se renasce inteiro quando o amor nos purifica, com fervor.
Dois caminhos expostos, o mesmo sopro verdadeiro:
Manter-se quando se é dobrado, amar quando se é ferido,
Dizer não ao medo, mesmo que tudo ensine
Que o esquecimento seria simples, e ainda assim, renascemos.
Então, nesta manhã, seja forte ou frágil,
Que caminhemos retos: a paz está nesse passo.
No ar frio ergue-se uma coragem sem ruído:
Julienne, alma clara, recusou a noite,
Mantendo sua fé de pé, como uma lâmina de aço erguida.
Onésimo, ele, sai da sombra e das amarras,
Carregando um nome pesado, um desvio, um temor;
Aprende que um único coração pode inverter sua lei,
E que se renasce inteiro quando o amor nos purifica, com fervor.
Dois caminhos expostos, o mesmo sopro verdadeiro:
Manter-se quando se é dobrado, amar quando se é ferido,
Dizer não ao medo, mesmo que tudo ensine
Que o esquecimento seria simples, e ainda assim, renascemos.
Então, nesta manhã, seja forte ou frágil,
Que caminhemos retos: a paz está nesse passo.
O Quinze de Fevereiro
Publicado em 15/02/2026 09:18 - Autor : Wapinou
A cortina caiu sobre os cenários vermelhos,
As promessas de açúcar têm gosto de metal;
Para quem caminhava sem ninguém ao seu lado,
A manhã desperta, estranha e matinal.
Não se desataram fitas de cetim,
Nem se buscou nos olhos um reflexo de si;
Bebeu, sozinho, um café com o destino assim,
Longe das rimas de seda e dos falsos “eu te amo” aqui.
Mas, nesse grande silêncio onde nada se ofereceu,
Permanece uma modéstia, uma força ignorada:
A de não ser um coração que se descarta ao léu,
Uma alma vendida em vitrine dourada.
Pois o amor que falta é um mestre exigente,
Que recusa maquiagens e alegrias passageiras;
Melhor permanecer de pé, pobre mas gigante,
Do que habitar um sonho com sorriso de prisioneira.
Amanhã será mais doce, sem flores que murcham,
Sem esforço de parecer ou obrigação de doar;
No vão das ruínas onde os ventos se condenam,
Aprendemos, lentamente, a nos perdoar.
Não há vergonha em aquecer apenas o próprio coração quando o mundo inteiro celebra simulacros.
As promessas de açúcar têm gosto de metal;
Para quem caminhava sem ninguém ao seu lado,
A manhã desperta, estranha e matinal.
Não se desataram fitas de cetim,
Nem se buscou nos olhos um reflexo de si;
Bebeu, sozinho, um café com o destino assim,
Longe das rimas de seda e dos falsos “eu te amo” aqui.
Mas, nesse grande silêncio onde nada se ofereceu,
Permanece uma modéstia, uma força ignorada:
A de não ser um coração que se descarta ao léu,
Uma alma vendida em vitrine dourada.
Pois o amor que falta é um mestre exigente,
Que recusa maquiagens e alegrias passageiras;
Melhor permanecer de pé, pobre mas gigante,
Do que habitar um sonho com sorriso de prisioneira.
Amanhã será mais doce, sem flores que murcham,
Sem esforço de parecer ou obrigação de doar;
No vão das ruínas onde os ventos se condenam,
Aprendemos, lentamente, a nos perdoar.
Não há vergonha em aquecer apenas o próprio coração quando o mundo inteiro celebra simulacros.
O Brilho das Ruínas
Publicado em 14/02/2026 11:48 - Autor : Wapinou
Diziam que o amor era uma longa viagem,
Mas ele encontra refúgio no colo das mãos,
Quando o barulho se apaga, quando a sombra se combina
Para redesenhar a esperança no rosto que acolhe e domina.
Carreguei fardos, atravessei o inverno,
E cada palavra gravada parece uma cicatriz:
Ela não sangra mais, torna-se cúmplice,
E empresta ao silêncio um sopro mais claro e feliz.
Amar é permanecer de pé apesar da tempestade,
É render armas, escolher a verdade com liberdade,
Trocar armaduras pela fragilidade,
E ver no outro, enfim, a mais simples dignidade.
Que este dia seja o eco de uma ternura verdadeira,
Aquela que sabe curar o que o tempo amedronta inteira.
Mas ele encontra refúgio no colo das mãos,
Quando o barulho se apaga, quando a sombra se combina
Para redesenhar a esperança no rosto que acolhe e domina.
Carreguei fardos, atravessei o inverno,
E cada palavra gravada parece uma cicatriz:
Ela não sangra mais, torna-se cúmplice,
E empresta ao silêncio um sopro mais claro e feliz.
Amar é permanecer de pé apesar da tempestade,
É render armas, escolher a verdade com liberdade,
Trocar armaduras pela fragilidade,
E ver no outro, enfim, a mais simples dignidade.
Que este dia seja o eco de uma ternura verdadeira,
Aquela que sabe curar o que o tempo amedronta inteira.






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