Boutique Wapinou M
Livres, éditions, créations




📖 Coletânea de Poemas
Traduzir a coletânea: FR FR | EN EN | PT PT
A Coroa da Brigitte
Publicado em 17/07/2026 09:40 - Autor : Wapinou
Há nomes erguidos como torres de pedra,
Que trazem nos seus olhos a mais alta luz.
Brigitte avança sob o céu de julho,
Com palavras firmes e o coração sempre vivo.

Desafiou a corte, os reis e as tempestades,
Para recordar aos poderosos aquilo que faz baixar a cabeça.
É a voz da planície, a guia dos caminhos,
Que constrói o seu próprio reino com as próprias mãos.
Contudo, sob a nobreza da sua postura,
Adivinha-se um sangue ardente de extraordinária pureza.

Porque Brigitte é a seiva de raízes de ferro,
Que encontra o seu orgulho no segredo dos desertos.
É carne de bronze com olhar de sol,
Um farol de retidão que faz soar o despertar.

Amanhã, ergamos o copo em honra deste nome de nobreza,
Da alma soberana que jamais se curva.
Por todas as Brigitte as orgulhosas, as amantes,
Que a festa seja bela e a noite cheia de emoção.



O Perfume da Maria Madalena
Publicado em 17/07/2026 09:37 - Autor : Wapinou
Há nomes moldados em argila e perfumes preciosos,
Que guardam sob a pele o grande segredo dos céus.
Maria Madalena avança quando a manhã desperta,
Deixando correr as suas lágrimas sob o rubor da aurora.

Não temeu o exílio, os juízes nem a morte;
Quebrou o vaso de alabastro e desafiou o destino.
É a santa selvagem, a amante das grandes florestas,
Que procura na rocha o eco de outra voz.
Contudo, sob os cabelos que lhe servem de véu,
Arde um desejo imenso à luz das estrelas.

Porque Madalena é a união da água e do fogo,
Uma força rebelde sob um céu infinito.
É carne vibrante, um bálsamo de paixão,
Que recusa as regras rígidas e a fria razão.

Amanhã, ergamos o copo em honra deste nome de luz,
Da seiva indomável e da mulher plena.
Por todas as Marias Madalenas as orgulhosas, as amantes,
Que a festa seja bela e a noite cheia de emoção.



A Recusa do Victor
Publicado em 17/07/2026 09:31 - Autor : Wapinou
Há nomes forjados no aço das armaduras,
Que preferem a noite e a liberdade absoluta.
Victor avança firme sob o sol escaldante,
Com o passo pesado dos soldados, mas a cabeça erguida.

Depôs as suas armas e os decretos de Roma,
Para defender a vida e a grandeza do ser humano.
É o guardião das fortalezas, o insubmisso dos quartéis,
Que se recusa a dobrar-se perante as leis das trevas.
Contudo, sob a couraça e o dever de ferro,
Sente-se pulsar a seiva da vida e o clamor do deserto.

Porque Victor é a rocha que ninguém conseguiu quebrar,
Uma chama de revolta que nenhuma corrente pode prender.
É carne de bronze, marcada pelas batalhas,
Um homem de palavra que nunca recua.

Amanhã, ergamos o copo em honra deste nome de coragem,
Da força serena que atravessa todas as tempestades.
Por todos os Victor os íntegros, os amantes,
Que a festa seja sincera, ao ritmo dos elementos.



O Ímpeto da Marina
Publicado em 17/07/2026 09:23 - Autor : Wapinou
Há nomes embalados pelo canto das marés,
Que escondem sob a sua graça forças indomáveis.
Marina avança sob o céu de julho,
Com o olhar voltado para o horizonte e o coração sempre vivo.

Enfrentou o monstro e a sombra do dragão,
Mas a sua alma permaneceu firme diante da traição.
É a filha das ondas, a rebelde dos mares,
Que quebra as prisões e ergue as velas dos navios.
Contudo, sob a frescura do seu sopro marinho,
Arde um desejo de fogo, um impulso soberano.

Porque Marina é a onda que ninguém pode aprisionar,
Uma seiva de vida feita para viajar.
É carne vibrante com perfume de oceano,
Um farol de orgulho erguido contra o vento.

Amanhã, ergamos o copo a este nome de luz,
À sua força selvagem e à sua seiva inteira.
Por todas as Marinas — as orgulhosas, as amantes —,
Que a festa seja bela e a noite cheia de emoção.



O Silêncio do Arsène
Publicado em 17/07/2026 09:18 - Autor : Wapinou
Há nomes forjados no fogo do deserto,
Que encontraram o seu império sob o imenso céu azul.
Arsène avança, depois de deixar os palácios,
Para procurar no vazio um segredo infinito.

Abandonou o ouro rubro e as máscaras de Roma,
Para medir ao vento o verdadeiro valor do homem.
É o eremita das areias, o guardião do silêncio,
Que recusa o ruído e a aparência vã.
Contudo, sob o rigor da sua longa retirada,
Arde um sangue de paixão no coração do asceta.

Porque Arsène é a força que se recusa a fingir,
Uma chama solitária que nada consegue apagar.
É carne de bronze, curtida pelo sol,
Um homem de palavra que faz soar o despertar.

Amanhã, ergamos o copo em honra deste nome de coragem,
Da seiva selvagem que atravessa os séculos.
Por todos os Arsène — os íntegros, os amantes —,
Que a festa seja verdadeira, ao sabor dos elementos.



A Paz do Frédéric
Publicado em 17/07/2026 09:13 - Autor : Wapinou
Há nomes que permanecem de pé e não sabem fingir,
E chamas de justiça que ninguém consegue apagar.
Frédéric avança sob o céu de julho,
Com um olhar destemido e um coração jamais calado.

Recusou a sombra e os pactos dos poderosos,
Preferindo caminhar à luz do dia, livre no meio da tempestade.
É o guardião da ordem, o vigia da claridade,
Que enfrenta os falsos tratados com a força da sua palavra.
Contudo, sob a doçura de um pastor irrepreensível,
Sente-se bater o coração de um espírito firme como a rocha.

Porque Frédéric é o homem que nunca baixa a cabeça,
Preferindo o grande sacrifício à desonra.
É carne de bronze no coração do verão,
Um farol de fé e de pura dignidade.

Amanhã, ergamos a taça em honra deste nome de retidão,
À seiva dos valentes que cura toda a ferida.
Por todos os Frédéric, os íntegros e os amantes,
Que a festa seja franca, ao sabor dos elementos.



O Vigésimo Dia de Outono
Publicado em 11/07/2026 10:12 - Autor : Wapinou
O calendário ficou parado naquele dia de novembro,
Quando a névoa roubou o teu último suspiro.
Naquele frio vinte de outono, no silêncio do quarto,
O tempo parou, mergulhando no inverno.

Soltaste a minha mão para partires rumo ao alto,
Para voltares a encontrar o teu pedreiro na morada eterna.
Deixando os teus filhos, o teu filho aqui, diante do peso das palavras,
A contar os instantes e as lágrimas que caem.

Desde esse dia cinzento, o vazio tornou-se um abismo,
Uma ferida demasiado viva no fundo do meu sangue.
O poeta está ferido e procura uma rima
Para gritar a dor deste luto dilacerante.

Ainda vejo as tuas mãos delicadas, o teu riso a ecoar,
A tua força tranquila quando a vida era difícil.
Carregavas o mundo como quem leva uma coroa,
Sem jamais te queixares das tuas próprias feridas.

Mas, sob os véus da noite onde a minha alma se parte,
Guardo a tua luz e a tua nobreza.
Essa seiva de mulher trabalhadora, que nem a morte conseguiu apagar,
Continua a vibrar no meu coração para toda a eternidade.

O teu nome permanece gravado em cada página.
Cada palavra que escrevo ainda transporta o teu sopro.
És o fio dourado tecido na minha própria vida;
O silêncio que deixaste jamais poderá ser calado.

Maria Fernanda, Mãe
Hoje deveria ser o teu dia,
Mas já não estás aqui.