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📖 Coletânea de Poemas
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O Coração do Aimé
Publicado em 09/09/2026 15:34 - Autor : Wapinou
Há corações de rocha suavizados pelo amor,
Que guardam o silêncio quando chega a luz do dia.
Aimé avança firme no décimo terceiro dia de outono,
Com um olhar bondoso onde a franqueza ressoa.

Fendeu a pedra e desafiou o desfiladeiro,
Para oferecer a água da verdade ao viajante que passa.
É o eremita dos cumes, o vigia dos abetos,
Que partilha sem disfarces o seu abrigo e o seu pão.
E, contudo, sob a ternura de uma mão fraterna,
Arde uma vontade de bronze e uma centelha indomável.

Pois Aimé é o alicerce onde o coração encontra repouso,
Uma força de acolhimento que dissolve o medo.
É corpo de chama, com um olhar sereno,
Um refúgio de nobreza no coração das florestas.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de verdade,
À seiva do amor, à orgulhosa e valente coragem.
Por todos os Aimés, os ternos, os amantes,
Que a festa seja sincera, ao sabor dos elementos.



O Fogo do Apolinário
Publicado em 08/09/2026 16:56 - Autor : Wapinou
Há filhos da alvorada, de temperamento ardente,
Que recusam as cinzas e as traições do jogo.
Apolinário avança no décimo segundo dia de outono,
Com o olhar de luz onde a bravura ressoa.

Desafiou o exílio e a fogueira erguida,
Sem jamais renegar a força da sua palavra.
É o cantor da alvorada, o mestre das claridades,
Que prefere o ardor às vis covardias.
E, contudo, sob o fervor de uma chama sem medo,
Arde uma seiva terna, uma grandeza imensa.

Pois Apolinário é o arco estendido rumo ao zénite,
Uma flecha de força que nenhuma noite consegue deter.
É corpo de bronze, aquecido pela luz do dia,
Um apelo radiante à vida, ao amor.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de claridade,
À força da palavra, à orgulhosa dignidade.
Por todos os Apolinários, os ardentes, os amantes,
Que a festa seja sincera, ao sabor dos elementos.



O Juramento do Adelfo
Publicado em 08/09/2026 16:44 - Autor : Wapinou
Há corações de rocha, encostados aos abetos,
Que sabem partilhar o suor e o pão.
Adelfo avança no décimo primeiro dia de outono,
Com um olhar de retidão onde a montanha ecoa.

Acalmou os tumultos e as discórdias silenciosas,
Erguendo bem alto a amizade quando a hora se torna pesada.
É o mestre dos cumes, o apaziguador dos tormentos,
Que não curva a cabeça perante as rajadas do vento.
E, contudo, sob o porte de um caminhante solitário,
Vibra uma seiva nobre, um amor pela terra.

Pois Adelfo é o aliado no meio do combate,
O irmão de trincheira que torna firme cada passo.
É corpo de bronze, curtido pela floresta,
Um aperto de mão sincero para os corações indomáveis.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de firmeza,
À fraternidade, à verdadeira grandeza.
Por todos os Adelfos, os firmes, os amantes,
Que a festa seja sincera, ao sabor dos elementos.



A Claridade da Inês
Publicado em 08/09/2026 16:34 - Autor : Wapinou
Há olhares claros onde o oceano estremece,
Que enfrentam o ferro nu sem jamais baixar os olhos.
Inês avança orgulhosa no décimo dia de outono,
Com a fronte pura e valente, sem se curvar às coroas.

Abriu a sua porta aos proscritos da noite,
Oferecendo o abrigo de um coração onde o medo desaparece.
É a rebelde das sombras, a chama de Nagasaki,
Que recusa o jugo e a honra que se trai a si própria.
E, contudo, sob a suavidade de uma graça de marfim,
Arde um fogo indomável no coração da grande escuridão.

Pois Inês é o brilho de uma seiva sem mácula,
Uma força de raízes que nenhum tormento consegue arrancar.
É corpo de brasas, com um sorriso soberano,
Um sopro de nobreza acima do destino.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de elegância,
À fidelidade, à orgulhosa e valente coragem.
Por todas as Inês, as puras, as amantes,
Que a festa seja bela e a noite estremeça de vida.



O Caminho do Alain
Publicado em 08/09/2026 16:26 - Autor : Wapinou
Há cavaleiros de olhar perdido no horizonte,
Que mantêm a medida ao longo das estações.
Alain avança firme no nono dia de outono,
Com a fronte coroada de claridade, sem se curvar aos tronos.

Atravessou a charneca e as brumas do Norte,
Erguendo bem alto a sua palavra, sem regatear o esforço.
É o caminhante por instinto, o mestre da palavra,
Que recusa o engano e varre os falsos ídolos.
E, contudo, sob a postura serena e o porte comedido,
Arde um fogo de paixão, um espírito indomável.

Pois Alain é a harmonia entre a seiva e o grito,
A harmonia de uma coragem no coração da noite.
É corpo de bronze, curtido pelo grande vento,
Um porte de senhor com um coração na primeira linha.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de retidão,
À lealdade pura, ao passo que nunca vacila.
Por todos os Alains, os firmes, os amantes,
Que a festa seja sincera, ao sabor dos elementos.



A Alvorada da Natividade
Publicado em 06/09/2026 19:26 - Autor : Wapinou
Há manhãs claras em que a terra começa a respirar,
Em que o primeiro choro nasce, destinado a tornar-se império.
A Natividade avança no oitavo dia de outono,
Como um primeiro sopro que nenhum inverno consegue silenciar.

É a alvorada antes do fogo, o ramo que ganha verde,
A promessa do fruto sob a vinha amadurecida.
É a filha da terra, a primeira centelha,
Que traz no seu seio o despertar da luz.
E, contudo, sob a doçura de uma infância no berço,
Vibra uma força viva, um destino lançado ao mar.

Pois a Natividade é o canto das sementes,
O mistério do mundo e do seu renascimento.
É carne nova oferecida ao grande sol,
Um berço de esperança abrindo caminho para um vasto despertar.

Amanhã, ergamos a taça ao segredo da alvorada,
À vida que teima em vencer, à coragem que não se rende.
Por todas as origens, por todos os impulsos renascidos,
Que a festa seja sincera, ao sabor dos elementos.



A Coroa da Reine
Publicado em 06/09/2026 08:44 - Autor : Wapinou
Há filhas de Alise, com olhos da cor do vento,
Que guardam o seu rebanho sem temer os tiranos.
Reine avança orgulhosa no sétimo dia de outono,
Com uma coroa de espinhos, mais alta que qualquer trono.

Rejeitou o ouro, o casamento e a corte,
Pela única liberdade de um amor indomável.
É a pastora da alvorada, a rebelde das planícies,
Que faz vergar o ferro e quebra todas as correntes.
E, contudo, sob a dor e o aço do carrasco,
Arde uma chama pura, um sopro de beleza que permanece.

Pois Reine é a nobreza escondida entre as urzes,
Uma força de raízes na orgulhosa rocha da Borgonha.
É corpo de alvorada, com um sorriso radiante,
Uma rainha dos corações que desafia as afrontas do tempo.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de confiança,
À liberdade nua, à orgulhosa e valente coragem.
Por todas as Reines, as soberanas, as amantes,
Que a festa seja bela e a noite estremeça de vida.