📖 Coletânea de Poemas
O Olhar de Françoise
Publicado em 09/03/2026 08:28 - Autor : Wapinou
Há nomes que carregam uma luz suave,
Como um passo seguro sobre um tapete de musgo.
Françoise avança, a alma entre o céu e a terra,
Uma mão para o mundo, a outra para a oração.
Ela tem a graça pura das mulheres de equilíbrio,
Aquelas que sabem amar para se sentirem mais livres.
No silêncio do cuidado, no coração do cotidiano,
Ela tece pacientemente os laços mais fortes.
Dizem que um anjo loiro caminhava ao seu lado,
Para iluminar seus passos na noite, por bondade.
Ela é a força tranquila, o sorriso que cura,
O bálsamo soberano que acalma o espírito.
Amanhã, levantemos nosso copo a este nome precioso,
Que traz em si um pouco da claridade dos céus.
Para todas as Françoises, guardiãs do coração,
Que a festa seja bela, cheia de um calor terno.
Pois a verdadeira santidade não é um vão mistério,
É simplesmente amar tudo aqui, sobre a terra.
Como um passo seguro sobre um tapete de musgo.
Françoise avança, a alma entre o céu e a terra,
Uma mão para o mundo, a outra para a oração.
Ela tem a graça pura das mulheres de equilíbrio,
Aquelas que sabem amar para se sentirem mais livres.
No silêncio do cuidado, no coração do cotidiano,
Ela tece pacientemente os laços mais fortes.
Dizem que um anjo loiro caminhava ao seu lado,
Para iluminar seus passos na noite, por bondade.
Ela é a força tranquila, o sorriso que cura,
O bálsamo soberano que acalma o espírito.
Amanhã, levantemos nosso copo a este nome precioso,
Que traz em si um pouco da claridade dos céus.
Para todas as Françoises, guardiãs do coração,
Que a festa seja bela, cheia de um calor terno.
Pois a verdadeira santidade não é um vão mistério,
É simplesmente amar tudo aqui, sobre a terra.
O Segredo de Colette
Publicado em 04/03/2026 19:03 - Autor : Wapinou
Há nomes que carregam veludo e ferro,
Um perfume de terra fresca ao sair do inverno.
Colette avança entre a sombra e a vinha,
Trazendo em si um fruto que desperta ao sol.
Ela caminha com o passo decidido das mulheres de raiz,
Aquelas que leem o vento e a flor da glicínia.
Sob a roupa simples ou a seda da própria pele,
Ela esconde uma chama, um sopro, um renascimento.
Amanhã, quando a aurora vier morder a colina,
Procuraremos seu rastro, carnal e divino.
Para todas as Colette, livres e ousadas
Que a festa seja longa e a alma fique inebriada.
Pois sob o nome de santa
Bate um coração pagão,
Que quer que cada instante lhe pertença por inteiro.
Um perfume de terra fresca ao sair do inverno.
Colette avança entre a sombra e a vinha,
Trazendo em si um fruto que desperta ao sol.
Ela caminha com o passo decidido das mulheres de raiz,
Aquelas que leem o vento e a flor da glicínia.
Sob a roupa simples ou a seda da própria pele,
Ela esconde uma chama, um sopro, um renascimento.
Amanhã, quando a aurora vier morder a colina,
Procuraremos seu rastro, carnal e divino.
Para todas as Colette, livres e ousadas
Que a festa seja longa e a alma fique inebriada.
Pois sob o nome de santa
Bate um coração pagão,
Que quer que cada instante lhe pertença por inteiro.
O Mendigo do Amor
Publicado em 04/03/2026 17:44 - Autor : Wapinou
Há alguns João que carregam a fúria dos astros,
Que caminham descalços sobre o chão dos desastres.
João de Deus avançava, a alma à beira do vertigem,
Colhendo da miséria um prodígio celestial.
Não levava bagagem senão os braços bem abertos,
Para cobrir o tremor dos corpos virados ao avesso.
É um amante das sombras, um ladrão da dor,
Que desliza sob a pele uma última esperança.
Sua caridade arde como uma febre em novembro,
Entra sem bater, até dentro do quarto,
Onde o lençol está amarrotado, onde o sopro se cala,
Onde a mão procura um corpo como quem procura um segredo.
Amanhã, levantemos os olhos para esse louco de ternura,
Que transformava a miséria numa longa carícia.
Para todos os João de Deus, corações de desrazão,
Que a festa se acenda à porta da casa.
Pois a mais bela oferenda, no fim do longo caminho,
É ousar, por inteiro, entregar-se ao humano.
Que caminham descalços sobre o chão dos desastres.
João de Deus avançava, a alma à beira do vertigem,
Colhendo da miséria um prodígio celestial.
Não levava bagagem senão os braços bem abertos,
Para cobrir o tremor dos corpos virados ao avesso.
É um amante das sombras, um ladrão da dor,
Que desliza sob a pele uma última esperança.
Sua caridade arde como uma febre em novembro,
Entra sem bater, até dentro do quarto,
Onde o lençol está amarrotado, onde o sopro se cala,
Onde a mão procura um corpo como quem procura um segredo.
Amanhã, levantemos os olhos para esse louco de ternura,
Que transformava a miséria numa longa carícia.
Para todos os João de Deus, corações de desrazão,
Que a festa se acenda à porta da casa.
Pois a mais bela oferenda, no fim do longo caminho,
É ousar, por inteiro, entregar-se ao humano.
O Bálsamo de Olive
Publicado em 04/03/2026 17:38 - Autor : Wapinou
Há nomes que cheiram a sal e a sol,
Um perfume de garrigue ao despertar do sono.
Olive avança, a pele cor de âmbar,
Levando o verão dentro de si, até no seu quarto.
Ela é a árvore da vida, nodosa mas tão suave,
Sob suas folhas de prata gostamos de descansar.
Seu fruto é uma pérola, uma promessa oleosa,
Que desliza nos lábios, carnal e sedosa.
Amanhã, quando a aurora vier acariciar os montes,
Provaremos seu nome, esse delicioso veneno.
Para todas as Olive, mulheres de luz,
Que a festa seja intensa, que seja uma oração.
Pois sob a casca bruta bate um coração de veludo,
Que só deseja oferecer-se às mãos do amor.
Um perfume de garrigue ao despertar do sono.
Olive avança, a pele cor de âmbar,
Levando o verão dentro de si, até no seu quarto.
Ela é a árvore da vida, nodosa mas tão suave,
Sob suas folhas de prata gostamos de descansar.
Seu fruto é uma pérola, uma promessa oleosa,
Que desliza nos lábios, carnal e sedosa.
Amanhã, quando a aurora vier acariciar os montes,
Provaremos seu nome, esse delicioso veneno.
Para todas as Olive, mulheres de luz,
Que a festa seja intensa, que seja uma oração.
Pois sob a casca bruta bate um coração de veludo,
Que só deseja oferecer-se às mãos do amor.
A Alegria no Coração
Publicado em 03/03/2026 18:53 - Autor : Wapinou
Há nomes que trazem uma promessa,
Um sopro de primavera, uma mão que acaricia.
Félicité avança, e seu passo é leve,
Como um raio de abril no meio do pomar.
Ela não é a felicidade que passa e se vai,
Mas a chama obstinada que desafia toda noite.
É a força tranquila, a fé que permanece de pé,
O sorriso que cura e que tudo transforma.
Amanhã, quando a manhã se tingir de doçura,
Diremos seu nome como quem colhe uma flor.
Para todas as Félicité, semeadoras de vida,
Que o caminho seja belo e a alma, encantada.
Pois além das sombras e do vento que se agita,
É a alegria mais pura que seu nome nos convida.
Um sopro de primavera, uma mão que acaricia.
Félicité avança, e seu passo é leve,
Como um raio de abril no meio do pomar.
Ela não é a felicidade que passa e se vai,
Mas a chama obstinada que desafia toda noite.
É a força tranquila, a fé que permanece de pé,
O sorriso que cura e que tudo transforma.
Amanhã, quando a manhã se tingir de doçura,
Diremos seu nome como quem colhe uma flor.
Para todas as Félicité, semeadoras de vida,
Que o caminho seja belo e a alma, encantada.
Pois além das sombras e do vento que se agita,
É a alegria mais pura que seu nome nos convida.
O Príncipe da Paz
Publicado em 03/03/2026 18:47 - Autor : Wapinou
Há neste nome como um eco do Norte,
Um sopro de cristal que desafia o destino.
Casimir avançava, príncipe de coração luminoso,
Preferindo o silêncio às fúrias da guerra.
Sob a púrpura e o arminho, buscava a justiça,
Fazendo da sua juventude um humilde sacrifício.
Não amava o orgulho, nem o brilho das coroas,
Mas a mão que se estende e a alma que se entrega.
Amanhã, quando março despertar num arrepio de gelo,
É a sua doçura de viver que ele nos convida a seguir.
Para todos os Casimir, construtores de pontes,
Que a festa ressoe no fundo dos horizontes.
Pois a verdadeira realeza não está nas conquistas,
Mas na paz da noite, longe do ruído das tempestades.
Um sopro de cristal que desafia o destino.
Casimir avançava, príncipe de coração luminoso,
Preferindo o silêncio às fúrias da guerra.
Sob a púrpura e o arminho, buscava a justiça,
Fazendo da sua juventude um humilde sacrifício.
Não amava o orgulho, nem o brilho das coroas,
Mas a mão que se estende e a alma que se entrega.
Amanhã, quando março despertar num arrepio de gelo,
É a sua doçura de viver que ele nos convida a seguir.
Para todos os Casimir, construtores de pontes,
Que a festa ressoe no fundo dos horizontes.
Pois a verdadeira realeza não está nas conquistas,
Mas na paz da noite, longe do ruído das tempestades.
O Sopro de Guénolé
Publicado em 02/03/2026 18:36 - Autor : Wapinou
À beira do mundo, onde a Armor se rasga,
Há um nome que canta e que sabe nos sorrir.
Guénolé avança sobre a areia molhada,
O coração em armadura, vestido de sal.
Ele ergueu muros contra o vento do Atlântico,
Misturando a pedra bruta a um sonho místico.
Entre a terra e o rio, no vale florido do Aulne,
Ele curou as almas e acalmou as dores.
Amanhã, três de março, quando o mar recuar,
Ouve-se nas ondas como um doce suspiro.
É o santo da aurora, o vigia da costa,
Que nos oferece uma trégua, uma palavra elevada.
Para todos os Guénolé, para os corações de granito,
Que a festa seja bela e que toda sombra se dissipe.
Há um nome que canta e que sabe nos sorrir.
Guénolé avança sobre a areia molhada,
O coração em armadura, vestido de sal.
Ele ergueu muros contra o vento do Atlântico,
Misturando a pedra bruta a um sonho místico.
Entre a terra e o rio, no vale florido do Aulne,
Ele curou as almas e acalmou as dores.
Amanhã, três de março, quando o mar recuar,
Ouve-se nas ondas como um doce suspiro.
É o santo da aurora, o vigia da costa,
Que nos oferece uma trégua, uma palavra elevada.
Para todos os Guénolé, para os corações de granito,
Que a festa seja bela e que toda sombra se dissipe.





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