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📖 Coletânea de Poemas
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O Brilho de Sandrine
Publicado em 31/03/2026 16:49 - Autor : Wapinou
Há nomes que trazem o sal e o azul,
Um sopro de cristal num mundo demasiado duro.
Sandrine avança com passo de liberdade,
Trazendo no olhar o brilho da clareza.

Ela tem a força suave das ondas na areia,
Uma mão que protege, uma alma inesgotável.
Mas sob essa calma azul, sob essa fronte soberana,
Pressente-se um fogo, um desejo clandestino.
Pois Sandrine é a terra onde a seiva persiste,
Uma flor de rocha, selvagem e citadina.

Ela não procura o abrigo das altas torres,
Ela vive o instante, o risco e os amores.
É uma pele de nácar que o sol acaricia,
Misturando ao seu rigor uma ternura discreta.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de luz,
À vida que se inflama, à vida inteira.
Para todas as Sandrines, as rebeldes, as amigas,
Que a festa seja intensa e a sua alma indomável.



O Cume de Hugo
Publicado em 31/03/2026 16:39 - Autor : Wapinou
Há nomes que sobem aos mais altos maciços,
Longe do ruído das planícies e das palavras fugazes.
Hugo avança, trazendo o azul nas têmporas,
Como um vigia da noite que reacende as lâmpadas.

Ele tem a fronte severa dos construtores da paz,
Mas o seu olhar se inflama no segredo das florestas.
É um príncipe das alturas que prefere a pedra,
A cela estreita e a santa oração.
E, no entanto, sob o cilício, sob a túnica de linho,
Bate um sangue vivo, um desejo soberano.

Pois Hugo é aquele que não quer descer,
Antes de ensinar o seu coração a amar.
Ele é a rocha antiga que a nuvem roça,
O mestre do silêncio na passagem do tempo.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de altitude,
À força do laço, à bem-aventurança.
Para todos os Hugos, os sábios, os amantes,
Que a festa seja vasta, ao ritmo dos elementos.

Pois a verdadeira liberdade, acima dos abismos,
É ousar, por inteiro, habitar os próprios cumes.



A Fortuna de Benjamin
Publicado em 29/03/2026 09:25 - Autor : Wapinou
Há nomes que trazem a doçura da aurora,
Um perfume de inocência sob um véu delicado.
Benjamin avança, o último da linhagem,
Trazendo em si a esperança de uma mão escolhida.

É o filho do dia, o querido, o mais terno,
Aquele cujo olhar faz os corações se perderem.
Pois sob a aparência frágil, sob a calma de criança,
Bate um sangue rebelde, um sopro triunfante.
Benjamin é o fogo que arde sob a cinza,
Uma força selvagem que não se pode dominar.

Não é apenas uma sombra abrigada no lar,
É o grão de areia que não se pode esquecer.
É uma mão estendida, um desejo que desperta,
Uma promessa de vida que sussurra ao ouvido.

Amanhã, ergamos a taça a esse nome de luz,
À seiva que sobe, à vida por inteiro.
Para todos os Benjamin, os audazes, os amantes,
Que a festa seja intensa, vibrante de emoções.

Pois a verdadeira fortuna, além do ouro vão,
É ser, até ao fim, o mestre do próprio destino.



O Dom de Amédée
Publicado em 29/03/2026 09:17 - Autor : Wapinou
Há nomes que trazem a púrpura e o cilício,
Um misto de glória e santo sacrifício.
Amédée avança, com olhar de ternura,
Deixando cair a coroa ao grito da angústia.

Já não é o senhor dos cumes e das neves,
Mas o amigo dos pequenos, longe dos vãos sortilégios.
Sua mão é uma fonte, seu coração um altar,
Onde vêm repousar as sombras do entardecer.
Mas sob a túnica cinzenta, sob a calma de eremita,
Corre um sangue de paixão que nenhuma lei limita.

Pois Amédée é o homem que se entrega ao amor,
Sem contar as quedas, sem esperar o dia.
É uma força bruta que se torna suave,
Uma alma de guerreiro agora sensível.

Amanhã, ergamos a taça a esse nome de bondade,
À seiva que sobe com humildade.
Para todos os Amédée, corações de dignidade,
Que a festa seja intensa e cheia de verdade.



O Sopro de Gwladys
Publicado em 24/03/2026 20:38 - Autor : Wapinou
Há nomes que trazem o cheiro da terra e do tojo,
O grito das falésias e o eco dos vales.
Gwladys avança com passo de soberana,
Deixando fluir em si uma seiva serena.

Ela deixou o brilho das salas de banquete,
Para buscar no frio um alfabeto mais puro.
É uma mulher de ferro com olhar de veludo,
Que trocou o império por um amor maior.
Mas sob a veste simples, sob a pele de eremita,
Sente-se um desejo que nenhuma lei limita.

Pois Gwladys é a fonte escondida sob o granito,
Um fogo preservado que jamais se extingue.
Ela é a rainha nua, a poesia selvagem,
Que oferece suas feridas como última homenagem.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de lenda,
À beleza do gesto, à alma que se eleva.
Para todas as Gwladys, livres e amantes,
Que a festa seja viva e a noite vibrante.



O Repouso de Gontran
Publicado em 24/03/2026 20:34 - Autor : Wapinou
Há nomes que soam como bronze antigo,
Um eco de batalha e de sangue nobre.
Gontran avança, despido da sua púrpura,
Deixando cair a espada que o silêncio detém.

Ele conheceu a tempestade, o grito e as conquistas,
Antes de buscar a sombra após as tormentas.
É o rei que se inclina, o leão que se acalma,
Encontrando sob o hábito uma brasa que não se apaga.
Pois sob a pele endurecida por invernos de ferro,
Bate um coração de poeta, um sopro do mar.

Já não é o senhor das terras e das planícies,
Mas o amante dos pobres, o curador das dores.
Ainda assim, no seu olhar persiste um fogo secreto,
Uma sede de vida crua, um desejo sem arrependimento.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de coragem,
Ao homem que se quebra para virar a página.
Para todos os Gontran, reis do seu próprio destino,
Que a festa seja franca desde o romper da manhã.

Pois a verdadeira realeza, ao fim da longa jornada,
É oferecer as próprias ruínas como última homenagem.



O Coração de Habib
Publicado em 24/03/2026 20:32 - Autor : Wapinou
Há nomes que trazem veludo e mel,
Um sopro de deserto sob um céu imenso.
Habib avança com passo seguro,
Deixando para trás o inverno e o frio.

Ele é “o Amado” daqueles que buscam ternura,
Aquele que transforma a sombra em doce doçura.
Mas sob sua suavidade de âmbar, sob seu aparente calma,
Bate um sangue de leão, um fogo que não se acalma.
Pois Habib não é homem de afetos pela metade,
Ele se entrega por inteiro, com toda intensidade.

É o guardião das fontes no meio da pedra,
O braço que acolhe e a voz que liberta.
Sob a pele que vibra, sob o olhar ardente,
Pressente-se um desejo puro e incandescente.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de amor,
À fidelidade que enfrenta qualquer retorno.
Para todos os Habib, os queridos, os amantes,
Que a festa seja intensa, vibrante e marcante.

Pois a mais bela força, ao fim dos nossos erros,
É ousar ser amado, sem medo, por inteiro.